Festa de São João

   Gosto de saber as origens de certas coisas e hoje fui atrás da história da Festa de São João, fiz um resumo e espero que gostem.

   Também é conhecida como festa dos Santos Populares ou celebração do meio do verão (esta última no hemisfério norte).

   A Igreja Cristã, designou o dia 24 de junho como o dia desta festa em homenagem ao mártir cristão São João Batista e celebra a Véspera de São João e o nascimento de João Batista.  Estas celebrações acontecem particularmente no norte da Europa (Dinamarca, Estônia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia), Irlanda, Galiza, parte do Reino Unido (especialmente a Cornualha), França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia, algumas outras partes da Europa, Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Brasil e Austrália.

   Origens

   O festival é também mencionado por alguns neopagãos como “Litha”, decorrente do De temporum ratione de Beda, que fornece os nomes anglo-saxões Ærra Liþa e Æfterra Liþapara os meses que correspondem aproximadamente a junho e julho, com um mês intercalado de Liþa aparecendo depois de Æfterra Liþa em anos bissextos.

   Com origem europeia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão (no Hemisfério Norte). Assim como a cristianização da árvore pagã “sempre verde”, que se tornou a famosa árvore de natal, a fogueira a volta do 25 de junho tornou-se, pouco a pouco, na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as Festas de São João Europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França).

   As celebrações do solstício ainda são centradas no dia do solstício do verão astronômico. Alguns optam por realizar o rito em 21 de junho, mesmo quando este não é o dia mais longo do ano, alguns comemoram em 24 de junho, o dia do solstício no tempo dos romanos. Os antigos romanos também realizavam um festival em honra do deus Summanus em 20 de junho. Na Wicca, os praticantes celebram no dia mais longo e a noite mais curta do ano, que não têm uma data definida, a partir do calendário celta de 13 meses.

Cristianização

   Embora o midsommar seja originalmente um feriado pagão, no cristianismo ele é associado ao nascimento de João Batista, que é associado ao mesmo dia, 24 de junho, nas igrejas católica, ortodoxa e em algumas igrejas protestantes. Ocorre seis meses antes do Natal porque o Evangelho de Lucas (Lucas 01:26 e Lucas 1.36) implica que João Batista nasceu seis meses antes de Jesus, embora a Bíblia não diga em que época do ano isso aconteceu.

   No século VII, Santo Elígio avisou aos recém-convertidos habitantes de Flandres contra as antigas celebrações pagãs do solstício, ao dizer: “Nenhum cristão deve participar da festa de São João ou da solenidade de qualquer outro santo e realizar solestitia [ritos do solstício de verão] ou dançar, pular ou entoar cantos diabólicos”.

   Conforme o cristianismo se dissipou por regiões de tradição pagã, as celebrações do midsommar foram transformadas em novos feriados cristãos, muitas vezes resultando em celebrações que misturavam tradições cristãs com tradições derivadas de festividades pagãs.

   Agora falarei somente no Brasil:

Brasil

    As festas juninas são, multiculturais, embora o formato com que hoje as conhecemos tenha se originado nas festas dos santos populares em Portugal: a Festa de Santo Antônio, a Festa de São João e a Festa de São Pedro e São Paulo principalmente. A música e os instrumentos usados (cavaquinho, sanfona, triângulo ou ferrinhos, reco-reco etc.) estão na base da música popular e folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil pelos povoadores e imigrantes do país irmão.
   As roupas caipiras ou saloias são uma clara referência ao povo campestre que povoou principalmente o nordeste do Brasil e pode-se encontrar muitíssimas semelhanças no modo de vestir caipira no Brasil e em Portugal. Do mesmo modo, as decorações com que se enfeitam os arraiais iniciaram-se em Portugal, junto com as novidades que, na época dos descobrimentos, os portugueses trouxeram da Ásia, tais como enfeites de papel, balões de ar quente e pólvora. Embora os balões tenham sido proibidos em muitos lugares do Brasil (podem causar acidentes aéreos e queimadas em florestas ou residências mesmo), são usados na cidade do Porto em Portugal com muita abundância e o céu se enche com milhares deles durante toda a noite. A dança de fitas típica das festas juninas no Brasil origina-se provavelmente da Península Ibérica.
  Bem interessante né?!  Adoro os docinhos e salgados nessa festa, sem falar do quentão!!!!  Agora vou a caça de uma festa para ir.
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